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Qual a melhor forma de transportar cargas de grande volume?

Transportar cargas é uma atividade desafiadora — a depender de fatores como distância, condições da via e o volume da carga. Produtos químicos, por exemplo, precisam de uma série de cuidados ao ser transportado. Esses cuidados vão desde características necessárias do veículo até níveis de treinamentos exigidos do motorista.

Outro tipo de carga que exige atenção especial são as cargas de grande volume. Isto porque quanto maior o volume transportado, menor o custo operacional.

Este artigo tem o objetivo de tirar as principais dúvidas sobre o transporte de cargas volumosas, abordará questões relacionadas a legislação, como geralmente é feito esse tipo e transporte e os principais cuidados.

Por que transportar cargas de grande volume

Antes de falar da importância, vale ressaltar que grande volume não quer dizer necessariamente cargas extremamente pesadas.

As cargas pesadas geralmente são consideradas produtos indivisíveis e que exigem condições únicas de transporte, como horários específicos para rodar e escoltamento. Em geral, contam com tipos de veículo específicos, adaptados para a sua operação. Esse tipo de transporte é muito comum na indústria naval e eólica, por exemplo.

Cargas volumosas quer dizer cargas que ocupem ao máximo a capacidade do veículo, seja em volume cúbico ou no peso suportado.

Por exemplo, é possível preencher uma carreta com 115 metros cúbicos de salgadinhos, papel higiênico ou isopor. Embora a tonelagem esteja muito inferior ao que o veículo pode suportar, o seu espaço estará completamente preenchido.

Um ponto importante a se destacar é que, para levar grandes volumes, não é preciso, necessariamente, carregar a carreta com apenas um produto, embora seja bem diferente de um transporte de carga fracionada. Esse fator é fundamental para aumentar a produtividade e reduzir os custos de transporte, que podem chegar a 30% do custo logístico.

Como o transporte é feito

Para transportar cargas de grande volume, é preciso ter atenção ao tipo de veículo utilizado, os produtos carregados e a distribuição da carga no veículo.

Carretas com eixo espaçado

As carretas com eixo espaçado deram um grande salto na produtividade dos transportes de cargas. Isto porque o seu custo é mais baixo que o de um bitrem (o que facilita a aquisição).

Essas carretas são conhecidas como Vanderleia, em alusão à cantora que fez sucesso na época da Jovem Guarda. Essa alusão se devia ao fato de que a carreta tinha um espaçamento entre os eixos que dava a impressão de que o veículo estava “dançando na pista”.

Com o passar dos anos, diversos ajustes foram realizados, o seu espaçamento ajustado e hoje as carretas são extremamente seguras.

Carretas Top Sider

A carreta Top Sider é uma das melhores alternativas para cargas de grande volume. Ela possui uma estrutura leve, mas, ao mesmo tempo, é resistente e com alto padrão de qualidade.

A sua principal característica é a facilidade de carregamento e descarregamento. Além de poder ser feito da forma tradicional, também é possível efetuar a operação pelas laterais do veículo com o uso de empilhadeiras, o que reduz de forma considerável o tempo do processo.

Entre as cargas que conseguem obter uma ótima taxa de ocupação do veículo estão:

  • produtos de higiene e limpeza;
  • produtos alimentícios;
  • bebidas.

Em virtude de sua versatilidade, muitas empresas adotam esse tipo de veículo para operações rápidas como Just in Time e Milk Run, geralmente usando cargas paletizadas ou em “racks”.

Tipos de produtos

Diferentemente dos veículos para cargas de grande peso, as carretas de três eixos espaçadas não têm limitação de tipo de produto. Pode ser carregado qualquer tipo de mercadoria, desde que esteja dentro dos padrões de cubagem ou tonelagem determinados pelo fabricante e legislação.

Além disso, é possível carregar produtos paletizados ou “batidos” (estivados).

Em cargas de pneus, por exemplo, para conseguir a máxima ocupação do veículo, geralmente o carregamento é estivado.

Outra possibilidade interessante é a utilização de cargas mistas. Por exemplo, cargas frigorificadas e secas — desde que estejam separadas fisicamente por paredes térmicas.

Principais cuidados

Até o momento foi mostrado por que é importante para as empresas carregar grandes volumes, os tipos de veículos, produtos e possíveis combinações, agora serão apresentados os principais cuidados que devem ser analisados ao carregar grandes volumes.

Cuidados para não exceder o peso

O órgão que regula o transporte de cargas é o CONTRAN. Ele determina o limite de peso padrão para cada tipo de veículo.

Os veículos articulados devem ter no mínimo 16 metros de comprimento e PBTC (peso bruto total combinado) máximo de 57 toneladas.

O Código de Trânsito Brasileiro determina que nenhum veículo pode transitar com peso superior ao que o fabricante determinar e também não deve ultrapassar a capacidade máxima de tração.

Caso haja conflito entre os valores do fornecedor e da legislação, o menor valor é o que deve ser considerado.

Distribuição da carga no veículo

Para garantir a máxima performance e segurança, é preciso balancear a carga na carreta. O excesso de peso de um dos lados, por exemplo, pode deixar o veículo propenso a viradas em curvas.

Quando a carga é composta de itens congelados e secos, exige-se um cuidado adicional em busca do equilíbrio, visto que a carga fria sempre vai na frente.

O que é fundamental, independentemente da carga, é o planejamento do time de roteirização e também o feeling e acompanhamento do motorista, que rapidamente conseguirá identificar fatores que podem comprometer a sua segurança.

Transportar cargas de grande volume é algo que exige muita atenção. Neste artigo foi mostrado a necessidade de ficar atento a fatores como legislação e balanceamento da carga no veículo.

Mas não apenas isso. Também mostrou que esses cuidados são recompensados com alta produtividade, pois se torna possível utilizar o máximo da capacidade do veículo (reduzindo o número de viagens e o valor do frete), utilizar mercadorias diferentes e até combinar produtos congelados, resfriados e secos.

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